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Archive for janeiro \31\UTC 2011

Primeiro contato: Como fazer um evangelismo eficaz

A primeira coisa que gostaria de destacar é que não podemos nos esquecer no motivo pelo qual estamos fazendo o evangelismo: Obedecendo a Seu chamando, O tornado conhecido (Marcos 16:15; Mateus 28:19) Indo com este pensamento, você certamente terá êxito na sua operação. Tendo essa motivação, você será feliz.

Lembro-me dos primeiros evangelismos da IMTF, íamos animados e sempre frisávamos: “Ali há cura. Ali há libertação” e nunca tivemos um resultado satisfatório: nenhuma pessoa do evangelismo se firmava na Igreja. A uma constante pergunta: Porque as pessoas vêm, recebe a cura, aquilo que precisam e se vão? Eu sei.

Com certeza você conhece o capítulo de João 6. Provavelmente não inteiro, mas o conhece. Jesus anda sobre o mar, multiplicação dos pães e peixes. O Senhor Jesus fez o milagre da multiplicação ali, dois peixes e cinco pães fizeram quase cinco mil homens, provavelmente fora mulheres e crianças, comerem até se fartarem. No dia seguinte (João 6:22) a multidão voltou até Ele “Rabi! Quando chegaste aqui?” logo o Senhor introduziu um sermão pouco agradável! Ele sabia que eles não estavam atrás dEle porque criam nEle, mas pelo pão. “Seus pais comeram este pão no deserto e morreram. Eu sou o pão que desceu do céu, eu quero me dar a vocês”. Isso não agradou aquela multidão, todos se foram. Os discípulos mais próximos, os que ficaram, também tiveram a opção de ir. Foi então que Simão declara o famoso trecho: “A quem iremos nós? Só Tu tens as palavras de vida eterna. Temos te conhecido, Tu és o santo de Deus”.

Vamos ao que interessa: O evangelismo deve ser feito para continuidade da Obra, não somente um grupo saindo pelas ruas do bairro entregando panfletos e conversando com as pessoas, mas também na sua vida diária e nos seus relacionamentos. Penso que precisamos mais do amor do Pai para passar o amor dEle para as pessoas.

Hoje em dia, muitos de nossos irmãos em Cristo têm vivido isso, e talvez na inocência. As Igrejas sempre estão cheias, talvez nem sempre com as mesmas pessoas, mas sempre lotadas. A chamada para algumas igrejas é: “Aqui, o Senhor cura” “Aqui, o Senhor prospera!” “Aqui, você é liberto” e essas igrejas não passam a essência do que aprendemos nos Evangelhos. “Eu quero ME dar a vocês, EU sou o pão que desceu do céu. Seus pais comeram desse pão e morreram”.

As pessoas vêm para a Igreja em busca disso. Geralmente, não se prega um compromisso com Deus. É como se fosse um investimento: Eu dou tudo o que eu tenho a esse Jesus, e Ele me devolve em dobro, triplo. Não é preciso um compromisso com Ele, e quando esse assunto chega, ninguém quer saber.

O evangelismo eficaz é aquele que demonstra o amor de Cristo para as pessoas. Em tudo: no seu jeito de falar, olhar, agir e falar. “Jesus quer ter um relacionamento com você, Ele quer te conhecer melhor, Ele quer ouvir de você o que você precisa como um pai que sempre ama ouvir do seu filho e aprender – mesmo que já saiba – algo “novo” com seu filho! Ele quer compartilhar os segredos dEle pra você! Ele quer!” Olhando nos olhos, como diz o pastor Everton!

Geralmente empacamos na história de “sou católico e morrerei católico”. Aprendi a lidar com isso e deixar claro o que eu acho: “Se você já conhece Jesus estou feliz! Vim aqui para te convidar a experimentar o que eu vivo e dá certo! Me faz feliz e pleno! Se você já O conhece e se sua vida já foi curada por Ele, estou muito feliz também meu irmão!” Mostrar em cada palavra a sinceridade e o amor de Deus.

Geralmente também me deparava com alguns apressados: “Fala logo que minha comida ta no fogão”! Eu logo soltava: “Ah, pega esse panfleto então, e desculpa qualquer coisa, tá?” Como se não pudesse entender meu sarcasmo… Se a sua desculpa não for sincera, apenas diga: “Então vou deixar esse panfleto, você lê depois com calma, e faça uma visita! Estou a disposição para conversar depois com você”.

O amor de Cristo é essencial para um evangelismo eficaz.

Viagem para Fortaleza – Parte 1

Inicialmente animado, procurava passagens no período da tarde, assim não seria preciso acordar cedo para a viagem. Não gosto de viajar pela manhã, geralmente não passo bem e estrago o passeio.

Lembro-me de arrumar as malas 3 dias antes da viagem para não usar as roupas que gostaria de levar. Estava me preparando para uma bateria de experiências, lugares novos e pessoas a conhecer. Logo foi frustrante saber de que nada havia adiantado pesquisar passagens a tarde, sairíamos 7h30min com uma van. Me preparei espiritualmente, o Dramin nunca é eficaz o suficiente para trazer-me alívio em situações como essas: viagem pela manhã, viagem numa van.

Chegou o dia! Acordei bem e animado, orei muito antes de dormir, e quando acordei já agradecia. A van era linda, me animei, parecia aquelas vans de artistas, toda fechada e poltronas individuais, muito poder para nós, até porque fretamos uma das vans mais em conta – financeiramente – que encontramos.

Quatro horas de viagem, uma hora a mais do que costuma ser, o transito não cooperou, mas mesmo assim nada tão demorado que nos deixasse preocupados e/ou irritados. Só uma coisa nos que aconteceria nos deixaria irritados para dedeu: perdemos o voo, e sim, estávamos dentro do aeroporto. O bom disso foi o entendimento: Essa viagem será diferente, Deus ta guiando esse negócio. Nunca ouvi relatos de pessoas que perderam o voo estando dentro do aeroporto e terem feito o check in!

Perdemos o voo das 14h mas fomos em um das 21h. Foi bom! O voo era uma espécie de conexão de um voo internacional vindo de Buenos Aires – atiçou minha curiosidade para ir pra lá e fazer umas compras no Free Shop, as passagens para Buenos fica mais em conta do que para Fortaleza! O lanche era quente! Vinha com o queijo derretido, é coisa de Deus não da TAM.

Chegamos em Fortaleza, as malas tinham chegado antes, e estavam na ponta da escada-rolante nos esperando, uma bênção! Quando sai do aeroporto, logo notei que não estava mesmo em São Paulo. Quente, calor, quente, demais. Pegamos um taxi e fomos para casa. Naquela noite orei, e tive uma percepção que aquela viagem seria tão importante quanto a anterior.

Na viagem a Fortaleza anterior, aprendi a orar. Precisava tomar uma das decisões mais complexas e difíceis da minha vida. Por quê? Não poderia ter ajuda de ninguém, incluindo meus pais, um pastor ou psicóloga. Precisava ouvir de Deus. Ajoelhei-me numa daquelas noites, e tentei fazer aproximação do Todo Poderoso. “Senhor, não sei como orar, mas vou fazer como minha mãe um dia me ensinou. Agradecendo pelas coisas, e abrindo meu coração…” “Pai, eu sei que o Senhor responde seus filhos, eu nunca tive esse privilégio, mas o Senhor sabe, eu preciso disso agora”.

As lembraças voltaram, e me emocionei, havia sido ali que tive meu primeiro contato com Deus, e obtive uma resposta real dEle. Ele me conduziu a “deixar minha casa, minha parentela” e ser guiado para uma terra que era desconhecida, minha e de minha família. Fui para um novo ministério, sem minha família, imagina o que isso causou! Venci tudo, hoje estou aqui.

Para explicar mais sobre minha primeira noite em Fortal, só usando palavras soltas: só o pó da rabiola, irritação, amor, despreocupação, preocupação, frustração, ansiedade.

Deus olha as roupas? É pecado vestir uma calça? Deus olha meus hábios alimentares?

Essa tentativa de identificar o evangelho à cultura do evangelista muitas vezes diminui, também, a efetividade de comunicação da mensagem. Conforme assinalou Padilla, “desde que a palavra de Deus se fez homem, a única possibilidade quanto à comunicação do evangelho é aquela em que este se encarna na cultura para colocar-se ao alcance do homem como ser cultural. Qualquer tentativa de comunicar o evangelho sem uma inserção prévia e profunda por parte do sujeito comunicante na cultura receptora é subcristã”.

A Bíblia está repleta de exemplos de evangelistas e missionários que, chegando a um contexto cultural diferente do seu, respeitaram a maneira de ser daquele povo e procuraram adaptar-se aos seus ouvintes.

Pedro que, notoriamente, resistia a mudanças no judaísmo de sua infância, viu-se obrigado a reconhecer que a cultura judaica não se sobrepunha à dos gentios. Hospedado em Jope, na casa de um certo Simão, ele teve uma visão que não só transformaria sua vida, como abriria caminho para que o cristianismo não se cristalizasse em mais uma seita judaica (At 10). Orando no eirado da casa, “ele viu o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado á terra pelas quatro pontas, contendo toda sorte de quadrúpedes, répteis da terra, e aves do céu”. Pedro recebeu ordens para comer. Acontece que aqueles animais, segundo a lei, tradição e costume dos judeus, eram impuros e ele jamais conseguiria cumprir aquela ordem sem romper com suas bitolas culturais. Três vezes sucedeu a mesma visão com ordens específicas para que comesse e não considerasse impuro o que Deus purificara. Enquanto Pedro, perplexo, tentava entender o que lhe sucedia, chegou uma comitiva enviada pelo centurião Cornélio pedindo a Pedro que o visitasse e explicasse a mensagem do Evangelho.

O impacto daquela visão deu a Pedro condições de vencer suas próprias dificuldades de conviver em um ambiente gentílico. Forçosamente, ele necessitaria aprender a respeitar o modo de ser dos gentios e, ainda mais tarde, defendê-los, quando indagado pelos austeros fariseus convertidos sobre o que um judeu fazia no meio de pagãos mundanos. Graças àquela visão, o Evangelho pela primeira vez conseguiu sair da rígida moldura cultural judaica. Pedro pavimentou o caminho de Paulo. Breve o Evangelho não pertenceria mais aos judeus, seria de todas as nações da Terra.

Viajando pelo mundo antigo sem as viseiras restritivas dos judeus, Paulo difundiu o Evangelho como nenhum outro. Seguramente, seu grande sucesso deveu-se à sua habilidade de saber adaptar-se ao contexto cultural aonde chegava:

Fiz-me fraco para com os fracos, com fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. (1 Co 9:22)

Hoje em dia, é claro que precisamos ter certo cuidado ao “fazer-nos tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns”. Conseguimos nos perder no pecado ao fazermos isso.

Cabe a nós nos transculturizarnos. Deixar de lado os usos e costumes que podem nos afastar de Deus, pois nos rejeitamos nossa cultura achando que as saias cumpridas, somente calças e paletós nos faz mais santos. Como foi para Pedro, isso pode ser chocante para você, mas acredite: você foi chamado para tocar as pessoas com a vida de Deus em você, e difícil será ter a vida de Deus se santificar somente um tipo de roupa, um tipo de local agradável para se evangelizar…

O grande desafio para os evangélicos é o de não condenar ou afastar-se da cultura por medo de ceder ao mundanismo.

Extraído: Ricardo Gondim (Editado por: Patrick M. Estevam)

Categorias:Estudos

A alegria de ser e não (a)parecer

Hoje em dia, com o bombardeio da mídia que anda influenciando nas Igrejas existem os que pensam que o que vale é ser famoso. Sim, essa realidade já se infiltrou na Igreja, mas de uma forma diferente da convencional. O mercado gospel tem crescido, e é um mercado que atinge a muitos. A pessoa pode não ser consumidora, mas ela acha linda as canções.

É interessante para o crente que é vaidoso querer parecer ser santificado, e nessa vaidade “santa” ele acaba se perdendo. Ele se preocupa tanto com a santidade que não mostra a alegria de pertencer e servir a Jesus mostrando-O para as outras pessoas. Outro dia, um amigo contou-me que seus familiares, não cristãos, lhe disseram que estava começando a ficar bitolado. Sabe qual foi a resposta dele? “Vocês é que são endemoninhados! Precisam de libertação!” Eu penso: Qual tem a vida mais infeliz? A família ou o próprio? Caído, por tropeçar no ego, não reconhece.

Tem também o que se preocupa dobrado: Se mostrar santo, mas não escancaradamente. Ele tem todo o cuidado de envolver a pessoa em sua pseudo-santidade. Quando a pessoa agradece “Você é uma benção!” “Imagine, quem fez foi o Senhor!” No fundo, ele se esforça em deixar claro que foi por ele e por conta dele que se fez. No fundo, ele tenta fazer a pessoa inconscientemente acreditar que foi ele. Complexo, não?!

A alegria do cristão tem que estar em ser. Em ser uma bênção, em orar realmente para quem diz que vai orar, em se preocupar realmente com quem se diz preocupado, em chorar realmente quando, se alegrar quando o outro se alegra, e estar disposto a ter dores de parto se preciso for! A aparência vale mais? Se você, hoje, quiser ser um artista gospel, é só você aprender a lidar com as pessoas, aprender a “servir não servindo”, a “amar não amando” e a “ministrar não ministrando”. É aí que se faz um artista – do entretenimento – gospel! Suas ministações sempre serão eufóricas, você sempre será uma bênção… É fácil e simples. Vale a pena? A emoção passa, a verdadeira unção é aquela que muda a vida.

Quando você estiver com suas emoções totalmente esmiuçadas, você não vai ter a preocupação em aparecer. Queremos muito ser bênção, queremos que Deus faça coisas grandes através de nós… Mas para a glória de quem? Você pode dar certeza com seus lábios: Glória a Deus. Mas será mesmo? Será que no fundo você não tenta pegar um pouquinho dessa glória?

Tenhamos fé que um dia isso vá morrer na Igreja.

Ora, a fé é o firme fundamento das cisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. Hebreus 11:11

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